País
PCP leva a debate início do ano letivo e aponta a Governo "fragilizado"
Convicto de que são “necessárias respostas para a resolução dos problemas da escola pública”, o PCP agendou para esta quarta-feira um debate de atualidade no Parlamento sobre o início do ano letivo. O ministro da Educação vai representar o Governo na Assembleia da República, confirmou a RTP Antena 1, juntamente com o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, e a Secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira.
O ministro da Educação vai representar o Governo na Assembleia da República, confirmou a RTP Antena 1, juntamente com o Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, e a Secretária de Estado da Administração Escolar, Maria Luísa Oliveira.
“Aquilo que verificamos é que este ano letivo se iniciou, mas os problemas persistem e surgiram novos. Muitos deles estão inclusivamente a agravar-se”, sublinha a líder parlamentar do PCP, Paula Santos, em declarações aos jornalistas, exemplificando com a “falta de professores nas escolas” e o “número de alunos sem aulas”.
“É um problema gravíssimo com o que a escola pública está confrontada e que este Governo não resolveu ao longo de mais de dois anos de governação”, defende a deputada, acusando o executivo de continuar a implementar “remendos que não resolvem problema algum”.
No arranque do ano letivo, o PCP mostra-se também preocupado com os casos de estudantes sem vaga, considerando “inacreditável que haja alunos que no primeiro dia de aulas não sabiam para que escolas iam”. “É surreal”, reforça a líder parlamentar comunista, que insiste que Fernando Alexandre está a levar a cabo um “desmantelamento do ministério da Educação” com o recente processo de reestruturação das entidades sob sua tutela.
Questionada pelos jornalistas, Paula Santos considera que é um “ministro e um Governo fragilizados” que iniciam o novo ano letivo, apontando também à política do executivo que, defende, “não serve” o país. “Avançou um processo de extinção e de redução de serviços, houve competências que ficaram ‘ao Deus-dará’, sem respostas. Esta é uma responsabilidade do ministro e do Governo”, afirma a deputada do PCP.